terça-feira, 26 de maio de 2009

Yes, eu criei um blog!

Após uma péssima noite de sono, levantei-me, pronunciei o primeiro palavrão do dia (bati com o dedinho do pé esquerdo na quina da porta), escovei os dentes, troquei de roupa e me dirigi ao escritório.

A manhã estava absolutamente entediante, eis que tomei a maior decisão do dia (possivelmente da semana, já que meus negócios andam capengas). Estufei o peito, ergui minha cabeça e disse em alto e bom som: "HOJE CRIAREI UM BLOG!"

Bem, confesso ter enfeitado um pouco o momento. Não ergui a cabeça, não estufei o peito e não pronunciei uma única palavra. Aliás, exceto por dois telefonemas recebidos (um deles da minha mãe), passei a manhã completamente calado, mesmo porque meu sócio não apareceu por aqui, alegando estar com a pressão alta. Acho que estava mesmo é com caganeira...

A idéia de criar um blog é antiga. Sempre fui metido a escritor, cronista, chargista, filósofo e outras atividades sem qualquer valor. Poucas vezes mostrei algum texto ou desenho a alguém. Sempre serviram para a minha satisfação pessoal em meus momentos de ócio. Alguns de meus textos ou desenhos mais interessantes surgiram em cadernos e contracapas de livros durante algumas aulas chatas que tive o desprazer de freqüentar.

Aliás, foi em uma destas aulas chatas que descobri meu ofício. Estava eu, sonolento em uma aula de cálculo vetorial e geometria analítica (levei anos para decorar este nome) do primeiro ano do curso de engenharia da FEI, sem ter o que fazer e sem prestar a menor atenção na aula. Comecei a desenhar o professor que estava ali a minha frente disparando milhares de palavras incompreensíveis aos meus pobres ouvidos. Jamais quis ser engenheiro! Até hoje me pergunto por que afinal de contas prestei vestibular para engenharia.

Pois bem... Um colega ao lado viu o desenho, disse que eu desenhava bem e que eu deveria ser designer. Aquilo bateu em minha mente como uma luz divina. Resolvi seguir o conselho profético do meu caro amigo. Prestei vestibular no final do ano, passei, e acabei me formando designer. Tudo graças ao conselho do meu nobre camarada da faculdade de engenharia. Até hoje sinto vontade de matar esse desgraçado...

Enfim, retornemos ao assunto original da criação deste blog. Qualquer dia escrevo sobre como acabei me tornando designer (e me condenando a uma vida de dor e sofrimento). Como disse anteriormente, sempre tive o hábito de registrar alguns de meus pensamentos mais íntimos, insanos e imaturos, seja na forma de textos ou na forma de desenhos.

Nunca pensei em publicá-los. Para dizer a verdade, cheguei sim a publicar alguns desenhos e textos em fanzines (creio que somente alguns nerds mais velhos saibam o que é um fanzine. Para quem não sabe, eram umas revistas toscas, xerocadas uma a uma, abordando temas diversos), jornais de bairro, e talvez o ponto alto de minha carreira como chargista tenha sido em 1996, no segundo ano de faculdade, onde ilustrei porcamente o guia dos calouros da UNESP daquele ano.

Inicialmente guardava tudo em minhas gavetas. Porém, minha mãe cultivava a mania de "limpar" as minhas gavetas. Talvez ela estivesse procurando drogas, pornografia ou algum indício de envolvimento com grupos terroristas. Tudo que ela encontrava era uma desorganização total e absoluta, papéis e mais papéis, e o lixo que eu desenhava e escrevia. Lixo na visão dela. Não tiro sua razão, afinal, era mesmo um lixo! No entanto, era o "meu" lixo. Era particular, privativo, pessoal. No entanto, após as "limpezas" que minha mãe fazia, era justamente no lixo que esse material acabava parando.

Então entrei para a era da informática, e comecei a lotar meu computador com todos os meus textos, desenhos e demais porcarias. O computador tornou-se minha gaveta. Ali nunca corri o risco da minha mãe xeretar e "limpar", já que ela possui horror a tecnologia (e por isso nem chega perto de computadores). Infelizmente alguns vírus fizeram com que eu perdesse tudo. Se não era a minha mãe, eram os vírus. Malditos!

A idéia de criar um blog era antiga. Tão antiga quanto o conceito do blog. Lembro-me de quando conheci o termo blog. Blog, Blog, Blog... Achei interessante, mas ao mesmo tempo uma inutilidade. Os primeiros blogs que surgiram eram de meninas adolescentes escrevendo sobre suas vidinhas igualmente inúteis. Com o passar do tempo, os blogs foram se tornando mais sérios e passaram a atrair outro tipo de público. Muitos de meus amigos e amigas criaram blogs, e isso começou a me encorajar.

Eis que hoje pela manhã finalmente o fiz. Agora só me resta uma dúvida: "Afinal, para que mesmo eu quero um blog?"

4 comentários:

  1. Parabens!!
    adorei seu blog, muita força e sucesso com ele...

    um grande beijo.
    Tati

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Oie!!!

    Primeiramente parabêns por ter "saido do armário" hehehe

    No momento que você falou da limpesa eu ri muito, por que eu lembrei do episódio "o tenis velho e a lixeira" que você me contou a um tempo...

    Nossa você tem grandes histórias para contar, Sabe que já tem uma fiel leitora neh? (ainda não li o resto, vou comentando depois)

    Te adoro beijinhos... ♥

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  4. Parabéns, meu amor... ainda bem que essas crônicas saíram do papel. Admiro a qualidade de escritor que possui e apoio imensamente essa mente fertilizada publicar o que "cria".Haja criatividade, hein??
    Te amo...
    Beijos de sua Belinha

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